A nota do Enem foi divulgada, mas já provocava muita ansiedade entre vestibulandos e suas famílias pela expectativa por bons resultados para o ingresso no ensino superior. Contudo, muitos deles, ainda sequer sabem qual área seguir.
A escolha é realmente complexa e a incerteza é um sentimento muito comum na juventude. Os jovens estão se descobrindo e ainda precisam lidar com a pressão familiar. Muitos pais projetam seus desejos nos filhos e uma decisão inadequada ou “forçada” tem grande potencial de levar a consequências, como insatisfação com o trabalho, mudança periódica de emprego e depressão, entre outras.
O relatório do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio Teixeira (Inep) apontou que aproximadamente 56% dos universitários abandonaram o curso, antes de seu término ou trocaram a graduação, sendo que um dos principais motivos está na falta de identificação com a área. No mercado de trabalho, uma pesquisa do “Isma Brasil” (International Stress Management Association) revelou que 72% das pessoas estão insatisfeitas com seus empregos.
Segundo a PHD em neurociência, psicopedagoga e professora, Ângela Mathylde Soares, os jovens precisam ser incentivados dentro da escola e em casa para adquirirem capacidade de conhecer a si mesmos, facilitando o processo. Caso a dificuldade seja muito grande, o teste vocacional é uma recomendação profissional.
O papel da família é estimular esses jovens com transparência e diálogo, não confundindo o “apoio” com “obrigação”, estando presentes para o que der e vier, após a divulgação dos resultados.
Ângela lembra que é crucial trabalhar por realização e não por falta de opção, pois a insatisfação reflete na produtividade e qualidade do serviço, colocando em risco a empregabilidade.