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Terça-feira, 09 de Junho 2026
Notícias/Saúde

FAUSTÃO PASSA POR EMBOLIZAÇÃO PARA AJUDAR PROCESSO DE RECUPERAÇÃO DE TRANSPLANTE RENAL

O procedimento é minimamente invasivo e não requer internação

FAUSTÃO PASSA POR EMBOLIZAÇÃO PARA AJUDAR PROCESSO DE RECUPERAÇÃO DE TRANSPLANTE RENAL
Divulgação/ Redes Sociais
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O estado de saúde do apresentador Fausto Silva, conhecido como Faustão, tem movimentado as redes sociais nos últimos meses. O burburinho começou com o  dramático transplante de coração, passou pelo mesmo processo com os rins, após dois meses de espera na fila, enquanto realizava hemodiálise. O procedimento ocorreu em fevereiro e gerou a necessidade de ser submetido a uma embolização.

A família contou que o tratamento aconteceu, em função de problemas linfáticos que estavam atrasando a recuperação, porque, apesar de o transplante ter sido bem sucedido, os rins ainda não entraram em funcionamento, podendo levar até um mês.

Apesar da similaridade do nome com uma patologia vascular, chamada embolia, o cirurgião vascular, membro titular da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV), Josualdo Euzébio Silva, explica que a embolização não possui qualquer conexão, pois, na verdade, é um procedimento cirúrgico, considerado minimamente invasivo. Um minúsculo catéter é introduzido em um vaso sanguíneo, geralmente localizado na virilha ou braço, com uma substância para interromper o fluxo sanguíneo no local desejado. No caso de Faustão, o interesse é bloquear a movimentação da linfa.

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A condição do apresentador acontece por diferentes motivos. Um dos mais preocupantes seria a rejeição do órgão transplantado, um risco, principalmente, após o rim apresentar demora para funcionar. Além disso, as infecções ou alterações vasculares, como a trombose venosa ou arterial, devido ao longo processo de cirurgia e hospitalização, também são comuns.

A embolização, por sua vez, apresenta poucos riscos, sendo o principal, a obstrução de órgãos que não são alvo da operação, além de sangramentos, hematomas ou infecção no local da aplicação. Todos são pouco comuns.

A embolização é cada vez mais utilizada, já que, ao aplicar o medicamento no vaso sanguíneo, não é preciso o indivíduo passar por mais uma longa intervenção, envolvendo cortes e a manipulação direta do órgão recém-transplantado, podendo gerar ainda mais riscos. Josualdo ainda lembra que o método também é a mais eficiente solução para diferentes condições de saúde, como tumores, miomas uterinos e aneurismas no cérebro ou intestino.

Multi Comunicar

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