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Quarta-feira, 15 de Abril 2026

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Hoje é o Dia Municipal em Defesa da Vacinação. Saiba mais informações sobre essa data tão importante!

A Lei 10.139 de autoria da vereadora Filipa Brunelli, tem como objetivo defender a vacinação e informar toda população araraquarense sobre o assunto.

Hoje é o Dia Municipal em Defesa da Vacinação. Saiba mais informações sobre essa data tão importante!
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Hoje comemoramos uma data importante no contexto de pandemia de COVID-19: há um ano atrás a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou por unanimidade o uso emergencial das vacinas CoronaVac e AstraZeneca no país, e nessa semana diversas cidades iniciaram a vacinação de crianças de 5 a 11 anos.

Por essa razão, iniciaremos com uma série sobre vacinação e daremos continuidade em outros capítulos falando especificamente sobre as vacinas contra COVID-19, gripe, sarampo, HPV e as novidades sobre os imunizantes contra o HIV. Venha conosco e aprenda muito mais sobre as vacinas que temos disponíveis. 

Para iniciar nossa conversa, abordaremos alguns conceitos que envolvem a imunização e os tipos de tecnologias para se produzir uma vacina que estão disponíveis atualmente. 

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Qual a população a quem se destinam as vacinas?

De forma geral, as diferentes vacinas são divididas por faixa etária e possuem períodos diferentes entre a primeira dose e a(s) dose(s) de reforço. 

Quando crianças, de 0 a 10 anos, tomamos uma grande variedade de vacinas, são elas: BCG ID, Hepatite B, Tríplice Bacteriana (DTPW ou DTPA), Haemophulus influenzae Tipo B, Poliomielite, (vírus inativado), Rotavírus, Pneumocócicas conjugadas, Meningocócicas conjugadas ACWY/C, Meningocócica B, Influenza (gripe), Poliomielite oral (vírus vivos atenuados), febre amarela, Hepatite A, tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), Varicela (catapora), HPV, Tríplice bacteriana acelular tipo adulto (DTPA) e Dengue. 

Ao atingir a faixa etária de 11 a 19 anos o esquema vacinal gira em torno das vacinas contra Dengue, Influenza (gripe), DTPA adulto, Febre amarela, Febre tifóide, Hepatite A e B adulto, HPV quadrivalente, Meningocócica ACWY, Meningocócica B e C, Pneumo 13, Tríplice viral e Varicela (catapora). Pessoas gestantes por sua vez, em qualquer idade, tomam as vacinas Imunoglobulina Anti-RhD (indicada para evitar alguns problemas de imunocompatibilidade com o bebê e consequentemente o aborto expontâneo), Influenza (gripe), DTPA adulto e Hepatite B adulto. 

Os adultos de 20 a 59 anos também precisam estar em dia com a vacinação contra Dengue, Influenza (gripe), DTPA adulto, Febre amarela, Febre tifóide, Hepatite A e B adulto, Herpes zóster, HPV quadrivalente, Meningocócica ACWY, Meningocócica B e C, Pneumo 13, Tríplice viral (SCR), e Varicela (catapora). Para as pessoas acima de 60 anos o mesmo esquema vacinal dos adultos se repete, diferindo somente a vacina Pneumo 23.

Algumas vacinas são recomendadas em casos específicos de viagens ou dependendo da ocupação profissional. Viajantes além de estarem com a carteira de vacinação de seu local de origem em dia ainda necessitam conferir se precisam de dose adicional ou vacina diferenciada para o local de destino, é importante ressaltar que ao desembarcar, por exemplo, é obrigatório a apresentação do Certificado Internacional de Vacinação e Profilaxia (CIVP). Por fim, os profissionais de diversas áreas, desde atletas a profissionais da saúde e militares, necessitam estar em dia com as seguintes vacinas: Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), Hepatites A, B ou AB, HPV, Tríplice bacteriana acelular tipo adulto (difteria, tétano e coqueluche) DTPA ou DTPA-VIP, Poliomielite inativada, Varicela (catapora), Meningocócicas conjugadas ACWY/C, Meningocócica B, Febre amarela, Raiva e Febre tifóide (REF). 

Ficou espantade com a quantidade de vacinas que precisamos tomar ao longo da vida? Pois é, e ainda faltam outras muitas a serem desenvolvidas contra fungos, bactérias e vírus. E no Brasil, o grande responsável por fornecer vacinas gratuitas em todo território nacional é o Sistema Único de Saúde (SUS), foi somente através dele que conseguimos erradicar diversas doenças através da vacinação nos locais mais distantes dos centros urbanos, embora algumas dessas vacinas citadas ainda não estejam no Programa Nacional de Vacinação no Brasil, elas são essenciais à nossa saúde e podem ser adquiridas em clínicas de vacinação privadas.

Afinal, para quê servem as vacinas e como funcionam?

As vacinas atuam como uma proteção impedindo que a pessoa vacinada contraia uma doença, protegendo-a completamente, ou ainda impedindo que a pessoa desenvolva um caso grave da doença, mesmo que tenha contado com o agente causador da doença (patógeno). 

Em sua composição, as vacinas possuem bactérias ou vírus (vivos atenuados ou inativados) que ao entrar no nosso organismo  irão atuar na produção de células de defesa e anticorpos (células de memória) contra o microrganismo em questão. As vacinas desenvolvidas podem atuar como um antivírus de computador: uma vez que o programa antivírus está instalado, ele fica monitorando o computador contra qualquer ameaça da rede e caso tenha contato com algum malware, vírus ou trojan, o antivírus remove a ameça ou coloca o computador em quarentena. O mesmo acontece com nosso organismo, as vacinas ajudam na produção de células que irão monitorar nosso organismo contra diversas ameças que estão em todos os lugares, na água, nos alimentos, no ar, e caso tenham contato com alguma célula suspeita o organismo é capaz de combatê-la mesmo sem percebermos. 

Quais são as tecnologias disponíveis para a produção de uma vacina?

Algumas das tecnologias existentes na produção de vacinas são: vacinas vivas atenuadas ou inativadas, vacinas feitas a partir de tecnologia recombinantes e vacinas conjugadas. Vamos entender um pouco mais sobre cada uma delas.

Vacinas vivas atenuadas: são vacinas que possuem em sua composição o vírus os bactéria vivos, porém mais fracos que em seu estado que pode causar a doença. Essas vacinas imitam o contato do nosso organismo com uma resposta à infecção próxima da realidade induzindo uma imunização de longa duração. Exemplos: Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) e Varicela (catapora);

Vacinas inativadas: são vacinas que possuem o microrganismo causador da doença “morto” e induzem uma ampla resposta imunológica no nosso organismo. Exemplos: Hepatite A e Influenza (gripe);

Vacinas feitas a partir de tecnologia recombinante: essa nova tecnologia permite a produção de partes do microrganismo que atuam no reconhecimento no nosso organismo desse patógeno (por exemplo as vacinas contra COVID-19 que utilizam a proteína Spike/proteína S em sua composição). A produção desses fragmentos do microrganismo são feitos em laboratório e produzem uma resposta mais intensa que as respostas induzidas pelo vírus selvagem. Alguns exemplos são as vacinas contra Hepatite B, HPV e Coronavírus;

Vacinas conjugadas: Essas vacinas são produzidas a partir da junção de diferentes partes da bactéria, como por exemplo, de um determinado polissacarídeo da membrana celular (açúcar da membrana celular) a proteínas bacterianas. Essas vacinas podem conter em sua composição proteção contra mais de uma doença e ajudam na resposta imunológica a doenças comuns em determinada faixa etária. Exemplos: Vacina meningocócica C, Haemophilus influenzae tipo B (Hib), e vacina meningocócica ACWY.

Conclusão

Como vimos, existem uma grande variedade de vacinas disponíveis para nos proteger de muitas doenças e são diferentes as estratégias para sua produção dependendo da origem do patógeno. No próximo capítulo iremos abordar as etapas necessárias para produção das vacinas e responder como foi possível criarmos uma vacina em tão pouco tempo contra COVID-19. 

Referências

ABBAS, A. K. PhD; LICHTMAN, A. H. MD; PILLAI, S. MBBS. Cellular and molecular immunology. Philadelphia, [S. l.]: Elsevier, 2017. 608 p. ISBN 9780323479783.

Oglobo, 2022. Disponível em: https://g1.globo.com/saude/coronavirus/vacinas/noticia/2022/01/05/veja-como-vai-funcionar-a-vacinacao-de-criancas-contra-covid-19.ghtml. Acesso em: 15 de janeiro de 2022.

PROGRAMA NACIONAL DE IMUNIZAÇÃO (PNI), 2020. Calendário nacional de vacinação 2020. Disponível em: https://saude.es.gov.br/Media/sesa/Imuniza%C3%A7%C3%A3o/Calendario%20Nacional%20de%20Vacinacao%20-%202020.pdf. Acesso em: 15 de janeiro de 2022.  

Samanta de Matos Silva, farmacêutica-bioquímica, CRF:90.421.M

Mestre em Engenharia de Biomateriais e Bioprocessos(2019-2020) e Doutoranda em Biociências e Biotecnologia Aplicadas à Farmácia (2021-Atual) (UNESP de Araraquara). 

FILIPA BRUNELLI

Publicado por:

FILIPA BRUNELLI

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