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Quinta-feira, 14 de Maio 2026
Notícias/Economia

Lucro da Caixa Econômica Federal registra queda de 34% no primeiro trimestre devido a novas regras do BC

O desempenho foi fortemente influenciado pelo aumento das provisões para perdas com crédito, que mais que dobraram, impulsionadas por determinações do Banco Central.

Lucro da Caixa Econômica Federal registra queda de 34% no primeiro trimestre devido a novas regras do BC
© Marcelo Camargo/Agência Brasil
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A Caixa Econômica Federal anunciou uma significativa redução em seu lucro líquido recorrente, que alcançou R$ 3,5 bilhões no primeiro trimestre de 2026, representando uma queda de 34,4% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Conforme o balanço divulgado nesta quinta-feira (14), esse resultado foi impactado principalmente pelo expressivo aumento das provisões para perdas com crédito, as quais mais que dobraram em função das novas diretrizes regulatórias estabelecidas pelo Banco Central (BC) para a cobertura de risco de inadimplência.

A instituição financeira explicou que as novas normas exigem que as provisões passem a contemplar as perdas esperadas em operações de crédito, e não apenas aquelas já efetivamente registradas. Essa alteração regulatória resultou na elevação das reservas financeiras destinadas a cobrir potenciais calotes, exercendo uma pressão considerável sobre o desempenho financeiro do trimestre.

Apesar da retração no lucro, a Caixa conseguiu sustentar o crescimento de sua carteira de crédito. Esse avanço foi impulsionado, sobretudo, pelo financiamento imobiliário, área em que o banco mantém sua liderança no mercado nacional.

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Destaques financeiros do trimestre

Entre os principais indicadores, o lucro líquido recorrente atingiu R$ 3,5 bilhões, representando uma queda anual de 34,4%, embora tenha havido um aumento de 25,4% em relação a dezembro. As provisões para perdas dispararam para R$ 6,5 bilhões, um acréscimo de 225% em 12 meses, e o índice de inadimplência alcançou 3,71%, um aumento de 1,22 ponto percentual no mesmo período.

Expansão da carteira de crédito

A carteira total de crédito da Caixa expandiu-se para R$ 1,41 trilhão, um crescimento de 11,3% em 12 meses e 2,3% na comparação com dezembro. O crédito imobiliário, seu carro-chefe, atingiu R$ 966,2 bilhões, com um aumento de 13,9% em um ano, consolidando a participação do banco em 68% do setor.

Desempenho por segmento

No segmento de Pessoa Física (PF), a carteira somou R$ 154,9 bilhões, um incremento de 10,4% em 12 meses. O crédito consignado, por sua vez, representou R$ 114,2 bilhões, correspondendo a 73,7% do total da carteira PF.

A carteira de Pessoa Jurídica (PJ) atingiu R$ 114,3 bilhões, crescendo 8,8% no período. O setor de Agronegócio também mostrou expansão, registrando um saldo de R$ 64,9 bilhões, com um aumento de 2,2% em 12 meses.

Receitas, despesas e estrutura

Em relação às receitas e despesas, a margem financeira alcançou R$ 18,3 bilhões, com crescimento de 11,8% em 12 meses, enquanto as receitas com serviços somaram R$ 7,4 bilhões, um aumento de 12,5%. As despesas operacionais registraram R$ 11,5 bilhões, crescendo 6%.

A estrutura financeira do banco demonstrou solidez, com captações totais de R$ 2 trilhões (+13,7%), patrimônio líquido de R$ 153,2 bilhões (+8,5%) e ativos totais de R$ 2,4 trilhões (+12,9%) no período analisado.

Explicação da Caixa

Em comunicado oficial, a Caixa esclareceu que o incremento nas provisões é uma consequência direta da transição regulatória imposta pelo Banco Central. A instituição financeira enfatizou que esses dados não devem ser vistos como um indicativo de deterioração da qualidade de sua carteira de crédito.

Adicionalmente, o banco ressaltou que mantém a expansão de suas operações de crédito, com destaque para o financiamento habitacional. Este segmento foi responsável por um volume de R$ 64,2 bilhões em novas contratações somente no primeiro trimestre, reafirmando sua importância estratégica.

FONTE/CRÉDITOS: Wellton Máximo - Repórter da Agência Brasil

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