A Organização Internacional do Trabalho (OIT) alertou sobre a desigualdade preocupante entre os salários de homens e mulheres. Se for colocado em nível mundial, para cada dólar recebido por eles, elas ganham apenas 51 centavos.

O mesmo estudo revelou que elas têm muito mais dificuldade para conseguir emprego. Devido a problemas pessoais e familiares, além do trabalho de “cuidadora” não ser remunerado, enquanto a porcentagem de mulheres em busca de trabalho está por volta de 15%, os homens estão com um percentual de 10,5%.

Nos países em desenvolvimento, os números são ainda mais alarmantes. Elas não conseguem encontrar um emprego (24,9%) e, de acordo com a OIT, para alcançar a igualdade com eles, serão necessários 300 anos, no mínimo.

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Quando se fala da desigualdade salarial em relação às mulheres negras, os números são ainda mais alarmantes. Conforme pesquisa divulgada pelo IBGE, em 2021, as mulheres negras recebem 57% menos que os homens brancos, 42% a menos que as mulheres brancas e 14% a menos que os homens negros.

O mais intrigante nesses números é que, de acordo com o IBGE, 55% das famílias brasileiras são lideradas por mulheres negras, sendo que respondem pelos menores salários. Por que isso? 

Ângela Mathylde Soares, PHD em neurociência, psicopedagoga e psicanalista explica que a resposta é o machismo e racismo estrutural, que não muda o cenário das mulheres negras, mesmo aquelas com curso superior.  É um esforço conjunto para terminar com a desigualdade salarial entre homens e mulheres, brancos e negros. Da parte do governo, com as medidas cabíveis em projetos de lei e das empresas, que precisam ser mais transparentes e decidirem pelos ajustes e igualdades salariais.