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MUTAÇÃO HEREDITÁRIA ELEVA RISCO DE CÂNCER DE MAMA EM ATÉ 85% E TESTE GENÉTICO É ALIADO PARA PREVENÇÃO

O conhecimento sobre essa particularidade familiar é uma vantagem

MUTAÇÃO HEREDITÁRIA ELEVA RISCO DE CÂNCER DE MAMA EM ATÉ 85% E TESTE GENÉTICO É ALIADO PARA PREVENÇÃO
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A genética é a base da vida. Passada de geração para geração e,  sendo modificada através da variabilidade, determinando as características individuais, inclusive, doenças que poderão se desenvolver. O conhecimento sobre esses fatores é essencial para prevenção de patologias, como um câncer de mama.

Segundo a Presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia - Regional Minas Gerais (Bárbara Pace) todos os tipos de tumores são formados por uma mutação, porém, isso não significa que foi repassada. A verdade é que, em algum momento, o DNA pode apenas sofrer uma modificação, quando os genes, anteriormente inativos,  despertam e criam uma nova combinação, afetando e aumentando os riscos para a doença. 

Já, o câncer de mama de caráter hereditário é diferente, pois são “transmitidos” ao longo de várias gerações, colaborando para o surgimento de um determinado tipo de tumor e seu desenvolvimento.  A explicação está na mutação genética e, para ser passada, deve constar em todas as células do corpo, desde a formação do embrião. A estimativa é que a chance de transmissão do gene para um filho seja de 50%, independentemente do sexo e, apesar desse risco, a hereditariedade não é o principal fator ligado às origens dos diagnósticos mamários, correspondendo entre 10% e 15% dos casos mundiais.

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A mutação no câncer de mama está associada aos genes BRCA1 e BRCA2, sendo que somente 0,1% da população mundial é portadora. O primeiro é considerado mais agressivo, podendo afetar as duas mamas e mulheres mais jovens, dificultando o tratamento. O risco para quem possui essa predisposição varia entre 50% a 85%, aumentando com o envelhecimento. 

O teste genético ainda é pouco acessível para a maioria da população, devido ao alto custo, mas o conhecimento sobre essa particularidade familiar é uma vantagem. Bárbara explica que o exame é indicado para pessoas com alto risco, apresentando as características e o tipo de doença seria o mais perigoso. O processo permite um rastreamento e monitoramento de tumores, tratamento personalizado, diagnóstico precoce, maiores chances de cura e a realização de procedimentos redutores de risco. 

A atriz norte-americana, Angelina Jolie, é um dos exemplos mais conhecidos em relação ao uso dos testes genéticos para identificar a possibilidade do câncer de mama. Em 2013, após análise de resultados, ela descobriu a mutação de seus genes, propiciando maiores riscos para o desenvolvimento dos cânceres de mama e ovários. A atriz se submeteu a uma mastectomia dupla, com a retirada dos seios, como método de prevenção. A retirada das mamas pode reduzir o risco em até 90%.

O pai da cantora Beyoncé, Mathew Knowles, também possui essa modificação que provocou um câncer de mama e o deixou mais suscetível a uma aparição no pâncreas, próstata e pele. O caso é raro, correspondendo a 1% dos diagnósticos, sendo anunciado em 2019. A ocorrência permitiu aos familiares procurarem os testes genéticos para verificar se também corriam riscos. Os resultados de Beyoncé e sua irmã, Solange, foram negativos.

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