A sambista mineira Adriana Araújo faleceu aos 49 anos em decorrência de complicações, após sofrer um aneurisma cerebral, uma condição vascular frequente entre mulheres.
Adriana estava internada em Belo Horizonte, desde o último sábado (28), depois de passar mal em casa e desmaiar. Em coma, a equipe médica havia informado que o quadro era considerado gravíssimo e irreversível, pois o aneurisma provocou uma hemorragia de grande extensão.
Conforme explica o cirurgião vascular, membro titular da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV) Josualdo Euzébio Silva, a condição decorre da dilatação anormal de uma das artérias, em qualquer região do corpo. A de caráter cerebral é considerada a mais comum, contudo, os vasos do pescoço, abdômen, braços e atrás dos joelhos também são frequentemente atingidos.
Entre as origens do problema, é possível citar a genética, hábitos inadequados e a idade. “A faixa etária entre os 35 e 60 anos é considerada a de maior risco para as mulheres, ligada a fatores como menopausa - responsável por alterar os níveis do hormônio estrogênio, o que afeta diretamente a estrutura das paredes das artérias - deixando-as mais enfraquecidas e menos elásticas”, afirma o especialista.
Os aneurismas provocam uma série de sequelas. A estimativa é que metade dos sobreviventes apresente fraqueza motora, alterações de fala, declínio cognitivo, problemas de memória e mudanças comportamentais e-ou visuais.
É importante conhecer os sintomas e a necessidade urgente de atendimento médico, já que os aneurismas cerebrais somente costumam apresentar sinais quando se rompem. Para Josualdo, a dor de cabeça súbita - considerada a pior delas - náuseas, vômitos, visão turva e-ou dupla, desmaios e rigidez no pescoço devem ser vistos como um alerta.
A recomendação é manter um check-up vascular, sobretudo, quando os indivíduos possuem conhecimento de casos familiares ou possuem outros fatores de risco. Com o diagnóstico precoce, o angiologista prescreve um tratamento para prevenir o rompimento da artéria e garantir maior qualidade de vida com o acompanhamento profissional.
Além do uso de medicamentos, é preciso atenção aos hábitos de vida, com o abandono do cigarro - considerado extremamente prejudicial para a saúde vascular - e do álcool, e adotando um estilo de vida mais saudável, através da alimentação saudável e a prática de atividade física, feita conforme a recomendação médica, já que nem todas as modalidades são recomendadas neste quadro.
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