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Quarta-feira, 20 de Maio 2026
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STF mantém rejeição de revisão de aposentadorias do INSS após recurso

Ministros negam por 7 votos a 1 um novo embargo da CNTM, consolidando decisão contra a "revisão da vida toda" para aposentados do INSS.

STF mantém rejeição de revisão de aposentadorias do INSS após recurso
© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
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O Supremo Tribunal Federal (STF) reiterou sua posição contra a chamada "revisão da vida toda" para aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Na última terça-feira (19), o ministro Edson Fachin, presidente da Corte, retirou um pedido de destaque que poderia reabrir a discussão sobre o tema, mantendo assim a rejeição de um embargo de declaração. A decisão impacta diretamente aposentados que buscavam a reanálise de seus benefícios previdenciários.

O julgamento em questão, realizado virtualmente entre os dias 1 e 11 de maio, resultou na negativa, por 7 votos a 1, de um quarto embargo de declaração apresentado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM). Este recurso fazia parte da ação direta de inconstitucionalidade (ADI) 2.111.

A maioria dos ministros, incluindo Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Luiz Fux, seguiu o voto do relator. Apenas o ministro Dias Toffoli divergiu, defendendo a possibilidade de revisão para aqueles que ingressaram com ações judiciais entre 2019 e 2024.

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Fachin havia inicialmente solicitado a remessa do caso ao plenário físico, o que suspenderia o julgamento e o reiniciaria. Contudo, ao retirar o pedido de destaque, o presidente do STF assegurou que a decisão anterior da maioria prevalecesse, consolidando o entendimento pela improcedência do recurso.

O ministro Nunes Marques, relator do caso, considerou o recurso protelatório, argumentando que a matéria já foi extensivamente debatida e decidida pelo Supremo em outras ocasiões. A Corte já havia negado anteriormente, em votações colegiadas, o direito à revisão pretendida.

Entidades sindicais e aposentados argumentam que a "revisão da vida toda" é um direito que permitiria o recálculo integral da aposentadoria com base em todas as contribuições previdenciárias. Eles apontam prejuízos decorrentes de regras de transição consideradas desfavoráveis em reformas passadas.

Histórico de decisões sobre a "revisão da vida toda"

O STF chegou a conceder uma vitória aos aposentados em 2022, ao julgar um recurso extraordinário com repercussão geral, o que estabeleceria um precedente para casos semelhantes. No entanto, em 2024, o cenário mudou.

O julgamento de duas ADIs neste ano derrubou a tese favorável aos segurados. A maioria dos ministros validou a aplicação de regras de transição que excluíam contribuições anteriores a 1994 do cálculo das aposentadorias, especialmente o fator previdenciário.

A CNTM buscava, com o embargo rejeitado nesta semana, garantir o direito à revisão para aposentados que entraram com ações judiciais entre 2019 e 2024, período em que a definição sobre o tema ainda estava em aberto.

Uma decisão similar já havia sido proferida na semana anterior, negando outro recurso (RE 1.276.977). Ambas as decisões transitam em julgado, encerrando a possibilidade de novas contestações sobre a "revisão da vida toda" no âmbito do STF.

FONTE/CRÉDITOS: Felipe Pontes - Repórter da Agência Brasil

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