O nome social é parte da identidade que pessoas trans e travestis assumem para si.
Infelizmente muitas pessoas trans e travestis tem esse direito violado quando morrem, muitas vezes sendo sepultados com nome e gênero que nunca se identificaram em vida.
Em Araraquara, no interior paulista, a vereadora travesti Filipa Brunelli, protocolou o PL que dispõe sobre o respeito ao uso do nome social de forma póstuma nas lápides e nos documentos de travestis, transexuais e transgêneros.
De forma simbólica, ao lado de representantes do movimento nacional de pessoas trans como Bruna Benevides, Keyla Simpson e Erika Matheus, a vereadora Filipa Brunelli protocolou o projeto no dia da visibilidade trans na ação do governo federal.
O projeto garante que e memória da pessoa seja mantida após a morte e que reparações sociais sejam feitas.
Muitos túmulos se tornam lugares de memória e consciência, ou seja, as ideologias e lutas em vida de alguém são materializadas para não serem esquecidas, e o nome social em lápides é uma forma de não apagamento da memória.