A população ainda desconhece diversas doenças, principalmente por não serem tão frequentes. A Síndrome de Marfan é uma delas, acometendo diferentes partes do corpo, inclusive, as veias.
Segundo o cirurgião vascular, membro titular da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV), Josualdo Euzébio Silva, a doença surge de uma modificação genética, decorrente de alterações no tecido conjuntivo e, no aspecto vascular, afeta os grandes vasos, ampliando os riscos para vasodilatação e aneurisma, até mesmo, provocando o risco de morte. Geralmente, a descoberta acontece na fase adulta.
Os sintomas variam de leve a grave, sendo que os principais são a notável estatura elevada, membros compridos e desproporcionais com o resto do corpo, articulações flexíveis, problemas oculares, alterações vertebrais como a escoliose e veias e artérias com paredes muito frágeis, facilitando a ruptura.
O diagnóstico avalia o histórico familiar, usando o auxílio de exames, incluindo o físico, para identificar as características da doença, que não possui cura.
Josualdo explica que a condição requer a necessidade de um acompanhamento multiprofissional, pois, além da saúde vascular, a síndrome também atinge olhos, ossos, coração, pulmões e até a pele.