Após a divulgação da estatística que, diariamente, aproximadamente 145 brasileiras são internadas para cirurgia de varizes, um levantamento da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV), com base em dados do Ministério da Saúde, revela que esse número de internações, em 2022, mais que dobrou, se comparado a 2021, na rede pública.
Segundo o médico cirurgião vascular, membro titular da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV), as varizes acometem 70% da população, sendo até três vezes mais comum entre mulheres. A SBACV aponta que mais de 46 mil brasileiras precisaram recorrer ao Sistema Único de Saúde (SUS) para tratamento, sendo que ocorrem seis internações femininas, a cada hora, em média.
A condição está diretamente relacionada à circulação do sangue. O fluxo nos membros inferiores é naturalmente mais difícil pelo esforço em circular pela área e retornar para cima, em direção ao coração. O retorno é controlado pelas válvulas, abrindo e fechando, mas podem apresentar funcionamento irregular e, até, perder elasticidade.
Alguns fatores de risco estão na genética, idade, obesidade, sedentarismo, uso de anticoncepcionais, reposição hormonal, consumo desenfreado de álcool e tabaco, uso de roupas apertadas, calçados inadequados e a falta de movimentação durante o cotidiano, passando longos períodos, em pé ou sentado.
Josualdo ainda explica que a patologia tem diversos tratamentos, e a cirurgia é um dos mais populares. Cada vez menos agressivas, as intervenções usam mini-incisões para a retirada, sem afetar a circulação. O laser também tem sido cada vez mais utilizado, porém, ainda não é aplicável em todos os casos. A radiofrequência também é uma alternativa.
O Ministério da Saúde investe R$ 600 milhões na redução da fila de espera, desde a consulta e exame, até a cirurgia. Os principais sintomas incluem a sensação de dor e peso nas pernas, cansaço, câimbras, coceira e o inchaço aparente no fim do dia.