O estresse é uma situação considerada comum no cotidiano de milhares de pessoas, atingindo até 31% da população global, segundo uma pesquisa publicada pela revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS). Contudo, apesar de ser natural do corpo, o excesso pode ser extremamente prejudicial, até mesmo para a saúde ocular.
Segundo a diretora do Hospital de Olhos Dr. Ricardo Guimarães, Juliana Guimarães, os efeitos do estresse na visão são muitos, como coceira, visão turva e, um dos mais frequentes, dor de cabeça. Tudo isso é decorrente da liberação excessiva do hormônio do estresse pelo corpo, chamado cortisol, principalmente, em situações consideradas de risco com a baixa concentração de glicose no sangue, mas, apesar de natural, tudo em grande quantidade faz mal.
Os olhos tremendo são uma das consequências. O olho é composto por musculaturas com a função de controlar o movimento e alinhamento ocular. No entanto, os elevados níveis de estresse podem provocar espasmos no local, culminando em uma ardência e, até mesmo, uma mudança no grau ocular com a miopia induzida.
A coriorretinopatia serosa central também surge com esse problema, sendo comum em pessoas de 30 a 50 anos, mais comum em homens. Os principais efeitos são a saída de um líquido abaixo da retina, campo de visão central distorcido, diminuição do tamanho da imagem, letras que se tornam tortas e mudança no grau. Até 90% dos casos são curados com tratamento que pode durar até 6 meses.
Outra mudança ocular está no tamanho das pupilas e na fotossensibilidade, ou seja, o incômodo com as luzes, naturais ou artificiais, fazendo com que a primeira reação seja de fechar os olhos para aliviar a sensação.
Juliana explica que o controle do estresse pode ser feito através de uma combinação de diferentes hábitos, com a prática de atividade física, boa alimentação e sono momentos de lazer e, se necessário, o auxílio de um profissional da psicologia.