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Pode até parecer exagero, mas muitas pessoas têm certeza que a dor de cabeça só pode ser um tumor cerebral, que a dor no peito é infarto ou que um corte é uma hemorragia. O pensamento é característico de pessoas que acreditam estarem com uma doença grave, gerando grande angústia: a hipocondria. Tem gente que ainda não confia no diagnóstico do próprio médico, adotando um comportamento obsessivo para se certificar que não está bem e que pode morrer em breve, em decorrência da doença imaginária. O problema é que muitos não recebem o apoio necessário, piorando ainda mais essa situação. É preciso entender que existe uma grande diferença entre preocupação com saúde e hipocondria.
Muitas pessoas têm mania de tomar remédios e se automedicar, mas isso não significa que sofrem com hipocondria. O transtorno vai muito além, atingindo esferas psicológicas profundas e gerando sérias complicações para a vida pessoal, profissional e social.
O hipocondríaco fica completamente convencido que está doente e ninguém, nem mesmo o médico, consegue convencê-lo do contrário. Vários chegam a medir a temperatura muitas vezes ao dia, ir ao hospital diariamente e passar horas pesquisando na internet pelos sintomas. As plataformas de pesquisa na internet, muitas vezes, acabam complicando o transtorno, já que, ao procurar dados sobre dor de cabeça, por exemplo, é possível encontrar a possibilidade dos diagnósticos de acidente vascular cerebral (AVC), aneurisma e até câncer, provocando uma preocupação extrema.
O hipocondríaco não consegue separar os sintomas do diagnóstico e deixa de perceber os sinais que podem ter diversas possíveis causas. Sempre pensa no pior cenário possível e, devido à ansiedade, já começa a imaginar o futuro. “Meus filhos não terão mais pai e-ou mãe”, “Vou morrer disso” e “Não há cura para o que eu tenho” são comentários e pensamentos comuns.
Um tratamento adequado com profissional especializado é importante para o hipocondríaco. O transtorno é grave e gera complicações sérias. Muitos faltam ao trabalho para ir ao médico ou fazer exames, deixando de frequentar certos lugares com medo de pegar alguma doença e perdem horas pesquisando e analisando o próprio corpo em busca de doenças.
A manutenção de um diálogo com essa pessoa é essencial para ajudá-la, aos poucos, a compreender a importância de reconhecer seus problemas e separá-los do que de fato é uma doença. O controle da ansiedade também auxilia muito nesses casos para evitar a antecipação de situações com projeção excessiva de um futuro que pode nem acontecer. Outra medida crucial é trabalhar o medo irracional de ter alguma doença, mostrando que todos estão sujeitos, mas que isso não é o fim do mundo e que, hoje, há tratamentos para as mais diversas patologias. A recomendação é incentivar um cotidiano normal e leve.
Publicado por:
Zoom Comunicação
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