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Quarta-feira, 20 de Maio 2026
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Beleza limpa ganha escala no Brasil

Iniciativas incluem produtos orgânicos, economia de água, reciclagem de embalagens e redução de emissões

Beleza limpa ganha escala no Brasil
Crédito: Divulgação
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Já existe um salão de beleza que vai além do conceito tradicional de serviço e consumo, transformando a rotina de cuidados com os cabelos em uma operação guiada pela beleza limpa, sustentabilidade, rastreabilidade de insumos, redução de resíduos, uso consciente de recursos naturais e impacto social positivo. O modelo do Grupo Laces é apresentado como case de varejo de regeneração e vem se consolidando no Brasil com o objetivo de ampliar a conversão de salões tradicionais em espaços sustentáveis com protocolos planejados e testados. 

“O nosso objetivo é mostrar que a beleza pode transformar pessoas sem agredir o planeta. Um salão pode ser um lugar de autoestima, saúde, desenvolvimento humano e regeneração ambiental. Essa é a mudança que queremos levar para o setor de beleza no Brasil”, afirma Cris Dios, cosmetóloga, fundadora e presidente do Grupo Laces. 

A proposta dos Biomas parte da conversão de salões convencionais em espaços que adotam protocolos ambientais e operacionais da marca. Isso inclui uso de produtos naturais, veganos e cruelty free, embalagens recicláveis e retornáveis, menor consumo de água, processos de economia circular, neutralização de carbono, gestão de resíduos e seleção de fornecedores e parceiros ligados a práticas sustentáveis. Na definição do grupo, cada serviço deve representar também uma oportunidade de impacto positivo.

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A diferença do conceito em relação ao varejo tradicional está no equilíbrio entre resultado econômico e responsabilidade ambiental. Enquanto o modelo convencional é associado à venda, ao lucro isolado e à geração de resíduos, o varejo regenerativo trabalha com economia circular, redução de impacto e envolvimento do cliente como agente de mudança. 

“O Bioma nasceu para profissionalizar e escalar um modelo de salão sustentável. Não se trata apenas de mudar a estética do espaço, mas de adotar uma operação com processos, indicadores e compromissos claros. Queremos converter salões pelo Brasil e criar uma rede capaz de influenciar toda a cadeia da beleza”, enfatiza Itamar Cechetto, CEO do Grupo Laces. 

“A beleza limpa dentro de salões de beleza não é mais negociável”, ressalta Monique Godoy, sócia da unidade Laces Campinas. 

200 toneladas de CO₂ neutralizadas 

Entre os resultados ambientais apresentados pelo grupo estão 200 toneladas de CO₂ neutralizadas por meio de reflorestamento, área equivalente ao tamanho do Estádio do Maracanã. A rede também informa a economia de 180 kWh por semana com placas solares fotovoltaicas e uma estrutura de captação de água da chuva com capacidade de 40 mil litros, associada a estação de tratamento físico, químico e osmose reversa.

Mechas sem papel alumínio: é possível! 

Outro ponto de diferenciação está nos procedimentos. O Roll Meches, técnica utilizada pela marca, economizou 11 toneladas de papel alumínio, volume equivalente a 737 mil latas de refrigerante que deixaram de ser descartadas em aterros sanitários. A empresa também informa o uso da enzima Go Green, tecnologia que reduz o tempo de decomposição de determinados materiais de 200 para 5 anos. 

1ª fábrica orgânica do país

A redução da pegada ambiental aparece também no desenvolvimento de produtos. A fábrica do grupo, localizada em Curitiba, é apresentada como a primeira fábrica de cosméticos certificada orgânica do Brasil. Ela produz marcas naturais, certificadas e baseadas em tecnologia verde. A matéria-prima utilizada considera a biodiversidade brasileira, com ingredientes oriundos de diferentes biomas, como Mata Atlântica, Amazônia, Caatinga, Cerrado e Pantanal. Entre eles estão abacate, alecrim, arnica, babaçu, café, calêndula, camomila, capim-limão, açaí, buriti, castanha-do-pará, copaíba, murumuru, pracaxi, algodão, girassol e quinoa.

A marca também destaca a rastreabilidade da cadeia de produção e a relação com fornecedores e parceiros como parte da governança do modelo. A lógica é aproximar produto, origem da matéria-prima, processo produtivo e responsabilidade ambiental. No caso da coloração vegetal, o Grupo Laces desenvolveu a primeira coloração capilar 100% vegetal do Brasil, licenciada para uso em pacientes oncológicos pelo Hospital Sírio-Libanês, na capital paulista. 

O impacto econômico da conversão para o modelo Bioma também é apresentado pela empresa como argumento de expansão. Após a adesão, o ticket médio passou de R$ 160 para R$ 380, as vendas de produtos cresceram 46% e as unidades registraram acréscimo de 90 novos clientes por mês. O modelo busca mostrar que práticas sustentáveis podem caminhar junto com rentabilidade, atração de público e fortalecimento de marca. 

Cliente participa da sustentabilidade nos cuidados em casa

Na rotina de cuidados em casa, um dos exemplos é o Ssoro, produto da linha LCS. Segundo Cris Dios, o creme de tratamento pré-lavagem é produzido artesanalmente, com matéria-prima natural, pH balanceado e sem sais ou ácidos que prejudiquem a saúde natural dos cabelos. A proposta também altera a lógica de uso de máscaras capilares convencionais. Em vez de aplicar o produto durante o banho e aguardar alguns minutos com o chuveiro ligado, o Ssoro é usado nos cabelos secos, antes da lavagem, com tempo mínimo de ação de 20 minutos. Na prática, a pessoa pode aplicar o tratamento horas antes do banho e seguir com outras atividades. Depois, lava os fios normalmente. 

“O Ssoro mostra como um produto pode unir tratamento capilar e economia de água. Ele tem função de cuidado intensivo, mas não exige que a pessoa permaneça no banho esperando o tempo de ação. O tratamento acontece antes, fora do chuveiro. Quando chega a hora da lavagem, o processo é mais objetivo”, explica Monique, da unidade Campinas.

Parceria com a ONU

A dimensão social completa a estratégia. O Grupo Laces informa que o Projeto Bem Querer Mulher, em parceria com a ONU, apoiou 7.857 mulheres desde 2004. A rede também registra 150 luminárias solares doadas aos povos Kamayurá, no Xingu, e bolsas e apoio a 500 pessoas por ano por meio do Ballet Paraisópolis. 

Os Biomas também são associados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, com contribuições para água potável e saneamento, consumo e produção responsáveis, ação contra a mudança global do clima, vida terrestre, igualdade de gênero e parcerias. Para o Grupo Laces, a beleza limpa passa pela soma entre produto, serviço, ambiente, cadeia de fornecimento, impacto social e responsabilidade climática. 

“Quando falamos em naturalidade, não falamos apenas da fórmula de um produto. Falamos de uma forma de pensar a beleza, o consumo e o relacionamento com o planeta. O salão é um ponto de encontro entre essas escolhas”, frisa Cris Dios. O Laces promove a beleza limpa através de 86 unidades, entre licenciados e franquias.

600 unidades até 2030 

Fundado em 1987 e reconhecido como pioneiro em hair care saudável, o Grupo Laces reúne marcas próprias, produtos orgânicos certificados, nove hair spas exclusivos e o projeto Bioma, voltado à expansão de um novo modelo de salão de beleza. Hoje, são 67 unidades em 20 estados brasileiros. A meta é chegar a 600 unidades até 2030, com R$ 300 milhões de faturamento, por meio de licenciamento para empreendedores alinhados à agenda de beleza limpa e práticas regenerativas. 

Com a expansão dos Biomas, o Grupo Laces pretende tornar o conceito de salão sustentável mais acessível e replicável. A ambição é que cada unidade funcione como um bioma urbano, conectando cuidado pessoal, consciência ambiental, inovação em produtos, impacto social e desenvolvimento econômico. 

Números da sustentabilidade 

  • 11 toneladas de papel alumínio economizadas - Resultado atribuído ao uso do Roll Meches, equivalente a 737 mil latas de refrigerante fora dos aterros sanitários;
  • De 200 para 5 anos - Redução no tempo de decomposição com a enzima Go Green das embalagens dos produtos Laces;
  • 0,265 tCO₂e por cadeira ao ano - Índice Laces de emissões de gases de efeito estufa;
  • 200 toneladas de CO₂ neutralizadas - Volume compensado por reflorestamento, em área equivalente ao Estádio do Maracanã;
  • 180 kWh por semana - Economia de energia informada com uso de placas solares fotovoltaicas;
  • 40 mil litros - Capacidade da estrutura de captação de água da chuva; 

Números do varejo de regeneração  

  • 67 unidades;
  • Presença atual do modelo Bioma em 20 estados brasileiros;
  • 600 unidades até 2030 - Meta de expansão do grupo para converter salões tradicionais em espaços de beleza limpa;
  • R$ 300 milhões - Faturamento projetado pela marca para 2030;
  • +46% em vendas de produtos - Crescimento informado após adesão ao modelo Bioma;
  • R$ 160 para R$ 380 - Evolução do ticket médio registrada nas unidades convertidas;
  • 90 novos clientes por mês - Acréscimo médio informado após adesão ao Bioma;
  • 7.857 mulheres apoiadas - Resultado do Projeto Bem Querer Mulher, em parceria com a ONU, desde 2004;
  • 150 luminárias solares doadas - Ação voltada aos povos Kamayurá, no Xingu;
  • 500 pessoas por ano - Número de beneficiados com bolsas e apoio ao Ballet Paraisópolis. 

Laces Campinas 

Localizado no 1º piso do Shopping Iguatemi Campinas, o Laces Campinas é a maior unidade do grupo no país. Com 370m², o espaço combina natureza, design e tecnologia natural, criando uma experiência sensorial que conecta corpo, mente e saúde capilar. A unidade campineira, sob responsabilidade da sócia Monique Godoy Masutti, abriga também o Espaço Laces, uma arena de eventos e vivências, com luz natural e muita verde. O lugar é um ponto de encontro para quem busca autocuidado, equilíbrio e beleza consciente e é usado para atividades como yoga, talks e bate-papos. 

SOBRE O GRUPO LACES 

O Grupo Laces começou sua história com o Laces and Hair, primeiro Hair Spa do Brasil, em 1987. Pioneiro em tratamentos saudáveis para os cabelos e referência na área foi fundado por Mercedes Dios, mãe de Cris Dios, que sempre pesquisou sobre plantas, folhas e os seus benefícios para os cabelos. Hoje comandado por Cris, o Laces engloba um ecossistema pioneiro em ESG e tratamentos saudáveis para cabelos, focado em consumo consciente e com práticas sustentáveis. A empresa esteve presente nas edições da Conferência Climática das Nações Unidas, COP 27, COP28 e COP30, além da COP BOP16, consolidando-se como uma das vozes brasileiras em prol de práticas sustentáveis na indústria da beleza. Hoje o grupo é formado pelo Laces and Hair, Bioma, Slow Beauty, Carbon Limited, além das marcas Cris Dios Organics, LCS e C/Alma, com todos os produtos feitos em fábrica própria certificada orgânica desde 2015. Utiliza de logística reversa para mapear e rastrear o fluxo de produtos, embalagens e outros materiais para que sejam descartados devidamente ou para que sejam reciclados.

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