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A taxa de juros e o endividamento das famílias brasileiras registraram novas altas em agosto, conforme dados das Estatísticas Monetárias e de Crédito divulgadas pelo Banco Central (BC).
O custo médio do crédito livre para pessoas físicas alcançou 61,7% ao ano. O resultado representa um acréscimo de 1,4 ponto percentual frente a julho.
Modalidades como o rotativo e o parcelado do cartão de crédito continuam exercendo forte pressão sobre o indicador geral.
Para o conjunto de empresas e residências, a taxa média das operações livres ficou em 48,5% ao ano. No recorte exclusivo corporativo, houve recuo mensal.
Dinâmica do crédito
Apesar do cenário de encarecimento, o saldo das operações livres para pessoas físicas somou R$ 2,6 trilhões, avançando 0,8% no mês.
O avanço foi impulsionado pelo financiamento de veículos e pelo crédito consignado voltado a trabalhadores do setor privado.
Enquanto isso, a carteira de crédito livre destinada às empresas atingiu R$ 1,6 trilhão, com leve retração mensal de 0,6%.
Inadimplência
O comprometimento da renda das famílias com dívidas manteve-se em patamares elevados, atingindo 28,7%.
A inadimplência da carteira de crédito total do Sistema Financeiro Nacional subiu para 5% em agosto.
Entre as famílias, a taxa específica chegou a 6%, enquanto o índice para as empresas permaneceu estável em 3,3%.
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