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Enviado nesta segunda-feira (31) ao Congresso Nacional, o projeto do orçamento de 2027 reservou R$ 44,8 bilhões para emendas parlamentares individuais e de bancada.
Esse montante representa um acréscimo de R$ 4 bilhões em comparação aos R$ 40,8 bilhões estipulados inicialmente para o orçamento de 2026.
O total, contudo, ainda pode subir durante a tramitação da proposta no Legislativo. A alta costuma ocorrer devido à inclusão das emendas de comissão.
As emendas parlamentares são recursos públicos cuja aplicação é indicada por deputados e senadores.
Elas servem principalmente para financiar obras, investimentos e projetos em estados e municípios.
A liberação dessas verbas também funciona como uma ferramenta central de negociação política entre o Executivo e o Congresso.
Valor pode crescer
O texto enviado pelo governo contempla apenas as emendas individuais e de bancada, que possuem execução obrigatória.
As emendas de comissão não entram nos R$ 44,8 bilhões iniciais reservados pelo Palácio do Planalto.
Durante os debates, os parlamentares conseguem destinar recursos para essas comissões cortando outras despesas públicas.
Existe um limite de R$ 12,9 bilhões para as emendas de comissão em 2027.
A regra surgiu de um acordo entre Congresso, Executivo e Supremo Tribunal Federal (STF) para garantir maior transparência.
Nos últimos anos, os valores aprovados superaram as previsões iniciais, alcançando R$ 53 bilhões em 2025 e R$ 61 bilhões em 2026.
Tipos de emendas
As emendas parlamentares dividem-se em três categorias centrais:
- Individuais: indicadas pelos 594 congressistas, com pagamento obrigatório.
- De bancada: definidas por parlamentares do mesmo estado, também obrigatórias.
- De comissão: decididas por membros de comissões permanentes, sem obrigatoriedade de execução.
A Constituição determina que as individuais equivalham a 2% da receita corrente líquida do ano anterior.
Para as bancadas, o limite pode chegar a 1% da receita, seguindo regras do arcabouço fiscal.
Impacto nas despesas
A expansão das emendas comprime o espaço para gastos discricionários do governo.
Isso afeta áreas como bolsas de pesquisa, infraestrutura, saúde e fiscalização ambiental.
De janeiro a junho de 2026, o governo pagou R$ 32,5 bilhões, impulsionado por regras de calendário estabelecidas pelo Legislativo.
Disputa entre Poderes
O tema segue no centro de conflitos entre os Poderes e é alvo de ações no STF relatadas pelo ministro Flávio Dino.
Decisões recentes anularam indicações com interferência de dirigentes partidários.
O debate sobre o tamanho real do orçamento de 2027 agora prossegue nas mãos de deputados e senadores.
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